Blog de Rafael Brasil


 

 

 

DEPOIS DA TURBULÊNCIA

 

Depois da confusão criada pelo governo para manter Sarney na presidência do senado, o presidente mostrou suas garras, freando os ímpetos dos saudosistas da retomada da ética como bandeira política ainda remanescente dentro do partido, e a oposição meio tonta pelas suas próprias contradições, sobretudo seus incontornáveis e incontroláveis rabos de palha, como Arthur Virgílio um dos seus mais proeminentes líderes. Aparentemente Lula ganhou, mas pergunta-se em toda nação: Valeu a pena? O PT agora está cada vez mais rachado, sobretudo com a possibilidade da candidatura Marina, que retira votos mais, digamos, ideológicos da esquerda. A oposição estava meio sem ter o que fazer, dado que os fundamentos macro-econômicos do governo são os mais conservadores possíveis, aliás,o grande trunfo deste governo bufão. Agora ganha munição. Na verdade, o presidente quer instituir o “dedaço” prática costumeira no antigo PRI mexicano, quando um  felizardo era escolhido pela cúpula partidária para ser presidente,antes mesmo das eleições. Ou mesmo na República Velha, quando o presidente era escolhido pelas elites, e apresentado como eleito nalgum clube social. As fraudes eleitorais cuidavam para que não houvessem surpresas. Uma das bandeiras da Revolução de trinta foi justamente a moralização das campanhas eleitorais. Creio que devemos fazer outro grande movimento para moralizar as eleições atuais. Nem tanto com as fraudes, mas sobretudo com a compra de votos. Aliás, boa parte da corrupção estatal é destinada as campanhas eleitorais.

 

MARINA SILVA

 

Se for candidata, poderá ser fatal para Dilma, a stalinista agora fantasiada de democrata. Tem um discurso interessante, que certamente poderá atrair o grosso de descontentes com os rumos corruptos do governo e do PT. Teríamos assim a candidata politicamente correta. Pobre, ex analfabeta, líder ambiental, ex ministra do governo, rompida justamente pelo trator de Dilma e seus desenvolvimentistas. Seu currículo, e história de vida, nada fica a dever da lenda que envolve a vida do presidente. Ademais, se ser pobre é condição para ser presidente, vote em mim nas próximas eleições. É bom que esquenta o debate, tirando as eleições daquele caráter plebiscitário que o presidente sonha.

 

POPULARIDADE

 

Eita presidente popular. O povo o ama,a classe média o respeita e o obedece, é cada vez mais conhecido no exterior.  O bicho está tão popular que nem a defesa de Sarney o perturbou. Segue aparelhando o estado, aumentando o déficit público, e armando os sindicatos para o enfrentamento do governo que vem. Sobretudo se ele vier da oposição.

    

OPOSIÇÃO

 

Está tentando aparecer, mas é difícil. Sobretudo nestes tempos difíceis.  Mas com as burradas do governo está respirando melhor. Também pudera.

 

EDUARDO CAMPOS

 

 

Está sendo apontado como um dos governos melhores aprovados do país. Tem muita propaganda e poucas ações, num governo meio virtual. Vamos ver como se comportaria diante do “trator” Jarbas. Que vem fazendo um grande papel na oposição nacional.

 

ROBERRO ALMEIDA

 

Você não lê, mas eu leio diariamente seu blog. Não concordo com sua defesa intransigente nem de Lula, nem de qualquer delinqüente. Também não concordo com sua intrasnsigente defesa.

 

LOURENÇO

 

Estou com saudades da prima velha. Gorda, peituda, e descarada. Não é mais socialista, pois está muito velho para pensar em besteiras. Pensa ainda em enricar de uma só bolada. Ainda bem que pelo menos joga na mega-sena, portanto pode sonhar. Deitado, de preferencia numa rede. Haja rede para enrolar esta baleia.

 



Escrito por Rafael Brasil às 18h51
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SAFADEZAS

 

Nem Collor que disse que ia deixar a direita perplexa e a esquerda espantada, ou vice-versa. Aliás Collor, com àquela tradicional cara de doido, é um fiel escudeiro deste governo Lula, da corrupção e da safadeza. Nunca, em toda a história deste país a palavra corrupção foi tão banalizada. Falaram tanto em ética num passado recente, e passam desavergonhadamente a afirmar que , coitadinhos, de nada sabiam. Lula não sabia do mensalão, dos aloprados, nem das maracutaias do grupo de Sarney, Jader Barbalho Renan Calheiros, além de outras figuras menores como o malfadado Romero Jucá. Noves fora os corruptos petistas notórios pela safadeza e corrupção, como Ideli Salvatti, Aloísio Mercadante, Zé Dirceu, Palocci, Marta Suplicy e outros menos votados. Não sei como uma pessoa consciente politicamente pode dar apoio a uma turma dessas.

Lula disse que tinha  , junto com o PT, defender Sarney a qualquer custo. De fato, defenderam, e muito bem. O sapo barbudo engole outros sapos bastante bigodudos, um velho decrépito. Velho safado. Já me dizia o saudoso tio Gero, que não é por ser velho que o sujeito deixa de ser safado. Como bom corrupto patrimonialista, nem se deu ao luxo de se aposentar. Uma vez corrupto, corrupto até o fim. Para Lula, um ditador travestido de democrata, legislativo bom é legislativo desmoralizado e submisso. Para ele, a oposição faz barulho por nada. Ele não quer oposição. Só a que ele fazia, braba, rancorosa, contra tudo e todos. O grande ressentimento de Lula com o parlamento é que ele, quando eleito deputado federal, não teve nenhum destaque. Lá, onde o embate é com iguais, ele se apequena. Hoje ele só discursa em atos oficiais, ou extra-oficiais, do alto de seu pedestal de barro que são as pesquisas. Aí ele se considera o maioral, o esperto da turma. Também nunca se viu um congresso com tais camarilhas políticas. Saudades de um Ulysses, Tancredo, Roberto Freire , Marcos Freyre, Thales Ramalho, e tantos outros quadros políticos deste país. É preciso urgentemente que o povo renove os políticos. Mas o povo se omite. Até quando? Alô tio Faustinho, Lourenço, Breno, Sérgio, vamos fazer a revolução que o Brasil Precisa. Por um Brasil livre da corrupção e da safadeza. Vamos todos votar em Serra. Só o vampiro da meia noite nos salvará.

 

MEU SPORT, MEU NÁUTICO

 

Amo o náutico, sobretudo pelas alegrias que já nos proporcionaram. E àquela torcida meio chatinha, com àquelas camisas alvirrubras, a chatear todo mundo? Que beleza! Quando estão por baixo, nem querem falar de futebol. Quando ganham uma, as bichonas se assanham como pinto em merda. Ô turminha boa, estamos caindo aceleradamente para a segunda divisão. O Sport, sonhou com Tókio e acordou em Natal. Justamente na casa de Mero meu tio rubronegro, tomando umas cachaças com ele e seu filho Thiago. Que coisa boa, jogar novamente contra o américa e o velho ABC. O time do meu cunhado, que de doido pelo Santa, já contratou uma psicóloga em rosarinho, perto da casa onde mora. Mas o bonito mesmo seria ver o tio faustinho o tumamaro, vestido com a camisa do náutico. Revolucionário combina com futebol?

 

 

FLAMENGO

 

Ainda bem que o mengo está mal.  Para mim, quanto pior melhor. Ô time chato, ainda mais com àquela torcida...Lá no Rio, prefiro o Vasco, time do meu querido finado tio Rildo, e o velho botafogo, time do meu grande tio tupamaro Faustinho. Mas tio faustinho soube que os tupamaros vão chegar ao poder pelo voto na República Oriental del Uruguay? Cadê a revolução? Os velhos revolucionários só querem imitar Lula. Roubar e posar de bonzinhos, amigos dos pobres. Estes, a cada dia com menos proteção. Lourenço e Rilda, duas torcedoras fanáticas do mengo, traíram o velho pai, finado tio Rildo. O velho era Vasco, e eles deviam,por obrigação paterna torcer para o clube da cruz de malta. Dois traíras. Mas o que eu queria ver mesmo era uma foto de tio Faustinho com uma camisa do náutico. Uma camisa do náutico e a boca cheia de empadas. Ô empadas boas. O bonito também é o Breno comendo empadas. Esquece do mundo , até da sociologia. Já tio faustinho, trocava a revolução por uma empada de camarão. Eu trocaria. E vocês, corruptos?

 

 

 

 

  



Escrito por Rafael Brasil às 18h49
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LULA RECUA

 

Depois de passar um tempão defendendo a honradez de Sarney e companhia, Lula, diante da inevitabilidade da queda do aliado, lava as mãos. Sinal aliás da desgraça do aliado. Sarney, um dos mais corruptos e atrasados políticos nacionais, destacou-se porque foi presidente da república por causa da morte do titular, o então eleito pelo colégio eleitoral Tancredo Neves. Tancredo aliás era o nome da transição democrática brasileira depois de fracassada a famosa campanha cívica pelas eleições diretas. Inteligentemente, os oposicionistas da ditadura, escolheram um dispositivo da própria ditadura para derrubá-la. Sarney, aliado de última hora, egresso do então PDS, partido da ditadura, que vinha se rachando irreversivelmente, diante da candidatura de Maluf, contra a vontade do próprio planalto. Figueiredo preferia Andreazza, o coronel obreiro da ditadura, que construíra, dentre outras coisas menores, a ponte Rio-Niterói. A sorte selou Sarney à presidência da república. Seu governo foi um desastre. A corrupção campeou, o fisiologismo sedimentou-se, desmoralizando o próprio principal partido de oposição à ditadura o então PMDB. Foi justamente quando os dissidentes deste partido, dentre eles Fernando Henrique e José Serra, fundariam o PSDB, auto-intitulado o partido da social democracia no Brasil. Sarney deixou o governo debaixo de vaias, e sob fortes acusações de corrupção sobretudo de Fernando Collor, o então candidato vitorioso, contra Lula, que ainda utilizava um discurso de esquerda, e da ética na política. Agora, aos oitenta anos, Sarney é desmoralizado dia a dia, na imprensa e na internet, por inúmeros casos de corrupção, e vai sair da presidência do senado como corrupto. Bem feito. Seria bom que outros políticos corruptos fossem também desmoralizados, o que seria por demais saudável nesta nossa frágil democracia.

Lula recuou, pois sabe que para o amigo não tem mais jeito. Não vai intensificar um abraço de afogados, pois o presidente pode ser tudo, menos besta.

Agora o que ele tem medo mesmo, é da CPI da petrobrás. Toda aparelhadinha, com

todos os  mafiosos egresssos, principalmente, dos sindicatos atrelados ao estado. Nós

brasileiros estamos esperando ansiosamente que os meliantes sejam descobertos. Se

descobertos, julgados. Se julgados, presos exemplarmente. Porém estamos no Brasil,

com sua justiça lenta e venal. O que tem de juiz e promotor ladrão não é brincadeira.

Boa parte do judiciário é submetida aos políticos, que lhes enchem os bolsos. E os

corruptos do judiciário até parecem sérios. Como antigamente. A questão não era ser

corrupto ou não. Era parecer.Os corruptos de antigamente tinham umas caras sérias.

Que pareciam sérias. Hoje, nem isso. Vejam, a cara de pau do próprio presidente.Haja

óleo de peroba!

 



Escrito por Rafael Brasil às 23h11
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VERGONHA NACIONAL

 

Este imbróglio entre governo e oposição no senado é uma das vergonhas nacionais. Neste pior congresso da história republicana, faz muito sentido ser presidido por uma figura como Sarney. Justamente um dos piores presidentes da nossa malfadada história republicana.  Símbolo máximo do Brasil dos coronéis patrimonialistas, sobrevive graças aos novos coronéis oriundos do sindicalismo chapa-branca, das máfias sindicais criadas à sombra do patrimonialismo estatal, criação varguista. O aparelhamento estatal pelo partido dos trabalhadores e coligados, reforçou o poder dos coronáis. Os velhos, resquícios de um Brasil rural e arcaico, e os novos, coronéis do asfalto, e a elite do peleguismo sindical, de onde o próprio Lula surgiu. Essa turma não tem ideologia, claro. Usam-na para efeitos ornamentais, pois são mesmo os novos ricos. Na verdade tem uma inveja danada da burguesia, mas esta trabalha. Os mafiosos são parasitas do estado e da sociedade. Vivem enrolando ambos.  E é uma espécie que se multiplica em todos sos setores aonde possa entrar o estado e suas “sumidades”.

O filho de Lula enricou misteriosamente. Talentoso o rapaz. Sarney queria arranjar um empreguinho no senado para o namorado da neta. Que avô bom. Como sabemos, os Sarney mandam no Maranhão há várias décadas. Por golpe de sorte – e de azar para osbrasileiros – chegou á presidência depois da morte de Tancredo Neves o homem da transição democrática. Terminou o governo como um dos presidentes mais medíocres e impopulares do país. Collor, o salvador da pátria da ocasião, ganhou do radicalismo petista. Naquela época, nem se sonhava com um pt, digamos, cor de rosa. O pt era mais marxista do que os comunistas das mais diversas matrizes. Além é claro do campeão da ética na política. Agora insiste em Sarney, com medoda CPI da petrobrás, que é um grande buraco negro. Mas que deve ter muita safadeza na empresa lá isso tem. Por que nem se fala da privatização da Petrobrás? Trata-se de uma vaca sagrada? Claro, tem muito espertinho mamando em suas tetas. E que tetas!

E Sarney bravamente resiste. E tome bomba todos sos dias, na imprensa e na internet. Fogo neles. Seria aliás interessante que Sarney falasse pelo menos dez por cento do que sabe...mesmo se fosse num acesso de loucura. Porém, não temos esta sorte.

 

TUPAMAROS

 

Eram os guerrilheiros urbanos do Uruguay, a Suiça da banda oriental da América do Sul. É cada uma... Pensando bem, para quê fazer uma revolução num lugar como o Uruguay? Uma grande fazenda socialista? Que povo doido, não? Tenho um tio,( advinhem quem é?) que ainda se considera simpatizante do finado grupo armado. Foi recentemente ao Uruguay, não para articular nenhuma revolução, mas para comer sus suculentos churrascos, claro. Este meu querido tio  acreditou em Lula uns trinta anos. Como a pessoa consegue ser tão bêsta assim? Ser enganado por um chucro suburbano que se diz operário tanto tempo. Parece que estrou ouvindo: “ainda acredito no Lula”. Os obreiros socialistas do finado século XX quebraram a cara. Mas, de certa forma, quem não quebrou? Este meu tio apoiava qualquer revolução socialista. Desde que não faltasse comida para ele, claro. O populacho podia esperar. E, nas questões relacionadas aos pirões, eu primeiro. Tenho um primo que não vou dizer o nome, que não passava um dia sequer sem comer. Se negado o rega bofe, entregaria tudo e todos. Tenho um também que chorou por comida. Aguentou até às cinco da tarde, depois abriu o berreiro. Arrumaram um sanduíche de mortadela , aí se calou. Mas já pensaram este meu nobre tio, vestido de revoluicionário? Comandante brasileiro e lulista. Disse que virara democrata, e agora sente saudades dos tupamarois. Ou não seriam os “tupamaros” a militância der Gustavo Krause lá no Recife, pelos idos dos anos setenta? Ninguém sabe, mas naquela época era petista. Acreditava em Lula. Bêsta, não? Ô macho bêsta!

 

NÁUTICO

Eu , velho rubronegro pernambucano, estou arretado com o náutico. Ando reclamando a todos os alvirrubros do empate neste domingo, aliás, aonde estta´a velha tradição alvirrubra de levantar o velho Sport? Foi um verdadeiro abraço de afogados, nem eu, nem tu. Já o santinha, meu deus. Aonde já se viu?

 

 

 

 



Escrito por Rafael Brasil às 11h37
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BRASIL, CHINA ÍNDIA E RÚSSIA – OS “BRIC’S”

 

Os recém apelidados de BRIC’S, denominados de emergentes, reuniram-se na Rússia. Foi um encontro interessante, pois tenta-se quebrar a hegemonia dos países ricos na política internacional, ou pelo menos fortalecer a voz de países cujas economias ganham importância no cenário global. Apesar destes países ganharem importância, economicamente falando, suas diferenças são imensas. Desde os aspectos meramente políticos aos culturais.

Do ponto de vista econômico, Brasil e Rússia ficam atrás, como essencialmente produtores de comodittes, e importadores de capitais e indústrias , sobretudo eletrônica, a qual vai ditar o desenvolvimento econômico e tecnológico dos próximos séculos. Apesar das contradições em suas sociedades extremamente complexas, Índia e China investem fortemente na pesquisa e sobretudo na educação, importando universidades inteiras. A China depois da adoção do capitalismo dirigido de matriz autoritária com o partido comunista, e a Índia , ainda com graves problemas sociais, mas com índices satisfatórios de desenvolvimento principalmente com tecnologia agregada, com a informática.

Brasil e Rússia, com forte tradição de estatização da economia, e baixa produtividade, dependem cada vez mais do petróleo, no caso russo, e dos alimentos e  de matérias-primas no caso brasileiro. Seus governos, sobretudo depois da crise mundial, não acenam para as reformas capitalistas estruturadoras, permitindo a livre competição, mas no fortalecimento do estado como o principal condutor da economia. O governo Lula não operou nenhuma reforma neste sentido, e o governo russo dá mostras cada vez mais nítidas de autoritarismo e saudosismo da era soviética, para o mundo, de triste memória.

No caso brasileiro, uma imensa burocracia inepta e extremamente corporativista obstrui quaisquer tentativas de reforma, mesmo que sejam mínimas. Do orçamento nacional,só restam pelo menos seis por cento para investir.O resto é para bancar as despesas, sobretudo com salários e pensões do próprio setor público. Ainda mais que, a previdência agora virou um instrumento de políticas sociais,e seu déficit sempre aumenta. Quem fará reforma do estado? Quem peitará as “nomenklaturas” tupiniquins?

    

 

DITA DURA, DITA BRANDA

 

 Não sei direito, mas foi o cientista político portenho Guillermo O’Donnel, quem fez os trocadilhos, dita branda, dita, dura, para distinguis os vários tipos ou graus de autoritarismo. No nosso caso, tivemos vários períodos distintos da nossa sui-generis ditadura. Afinal, para se distanciar das tradicionais ditaduras caudihescas latino-americanas nossos generais inventaram uma ditadura rotativa, com vários ditadores se alternando no poder. “Só assim um sujeito como eu poderia ser presidente” afirmara Geisel, depois de ter sido o escolhido por Garrastazu, o Médici, o mais duro da ditadura.

A “dita branda” durou até o AI-5, ato institucional, que se transformaria no golpe dentro do golpe, devido ao fortalecimento dos setores duros do regime, com a inclusão da luta armada por radicais de esquerda inspirados pela revolução cubana. Com o endurecimento,sofreriam radicais e moderados da oposição, não escapando nem os setores da igreja engajados na luta pela democracia. Foi Geisel, quem afastou os radicais do centro do poder, reinstaurando a dita branda, que não resistiria à crise econômica da inflação e da dívida externa, abrindo os caminhos para o chamado poder civil.

Os adversários desta terminologia, afirmam que ditadura é ditadura, não existem meios-termos. Tudo bem, mas 500 é menor do 25000, ou não? Esta é a diferença entre os mortos na ditadura brasileira e a Argentina, só para ficarmos nestes tristes exemplos. Ainda mais se considerarmos que a população argentina é bem menor do que a brasileira, não? Claro, ditadura é um negócio antes e mais nada, chato. Uns idiotas querendo nos regular a vida. Que tal morar em Cuba, com seus espiões por quarteirão?

No Brasil de Geisel, praticamente já não existia a censura, e o aparato repressivo estava sendo desmontado.

 

LULA E SARNEY

 

Sobre as maracutaias no senado, Lula disse que Sarney é um homem especial, e tem que ser tratado como tal. Ou seja, com o máximo de impunidade, como aliás sempre aconteceu com as “zelites” deste país. O presidente mais popular do ocidente, defendeu e defende Sarney incondicionalmente, e agora o defendeu veementemente lá da Ucrânia. De fato, Sarney aconselhou muito o presidente durante o mensalão. Afinal, Sarney conhece como ninguém a politicalha nacional, pois dela ele sempre fez parte. Quando presidente, conheceu altos índices de popularidade durante o plano cruzado, depois afundou na impopularidade com a hiper-inflação. Passou mais de um ano negociando mais um ano de mandato, o que conseguiu, sobretudo concedendo rádios e tevês para os aliados. O velho é corrupto fino. Fino e velho, diga-se de passagem. Uma das maiores mediocridades da recente história deste país.

 

 

 LOURENÇO

 

Tive o prazer de ver na internet, os mais recentes retratos do meu querido primo Lourenço lá de Goiás. Passeando, tomando cerveja, acariciando os filhos , a família e os amigos. O gordo, romântico como sempre, abraçado com sua querida Andréia agora está mais perto de sua irmã Soninha, que aliás vai casar sua filha Nina agora em julho. Se fosse mais perto, iria, tomar umas canas com a velha gorda cansada de guerra, junto com Sônia, seu esposo Batista, e o velho Rildinho, que também deve estar ´por lá. Felicidades para todos estes irrequietos primos, filhos de tio Rildo com a grande tia Rosilda, véia boa danada.

 

 

BRENO

 

O homem que viaja sempre em derredor do mundo exportando nossa sociologia, esteve no Rio com o primo Rildinho. Velho companheiro, amigo de longas datas, é , sem sombra de dúvidas, o maior sociólogo do norte-nordeste do país, mantendo a tradição do velho Gilberto Freyre e da família Tavares Souto Maior. Lembranças do velho barão de Mulungú. Velho cansado e besta.

 

           



Escrito por Rafael Brasil às 09h33
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MARX, BRASIL E CHINA

 

Quando digo que os marxistas tupiniquins não estão com nada, são anti-marxistas, ou mesmo não compreenderam o mesmo, muitos me acham engraçado, quando não petulante. Meu enteado de nove anos, meus gatos que moram no quintal, meu primo Lourenço,que mora em Jataí, Goiás, cidade que notabilizou-se na história do Brasil quando serviu de palanque para o toque inicial para a construção de Brasília, lá pelos idos dos anos cinquenta, e meu tio, o Faustinho é claro,são os que de alguma forma lêem este blog, devem pensar nas idiotices contumazes deste articulista de botequim. O certo é que, a China, com um sistema autoritário de governo, abriu a economia ao capitalismo, planejadamente, desde a ascensão de Deng Chiao Ping em meados dos anos setenta, depois da morte de Mão, que quase leva o país à anarquia econômica e à fome generalizada, uma década antes, com a chamada, e por muitos esquerdistas como Sartre aclamada, revolução cultural.

Até os ortodoxos do partidão chinês compreenderam que nada melhor do que o capitalismo para chegar ao socialismo. E que socialismo, afinal, não seria a socialização da pobreza, mas a distribuição da riqueza, fundamentada na produção e tecnologia, com um brutal crescimento do sistema educacional. Com muita sabedoria, o partido comunista opera a revolução burguesa do país, que já incorporou,ou mesmo incluiu mais de quatrocentos milhões de pessoas ao sistema de produção e consumo, dentro de uma perspectiva de uma economia global.

A China tem crescido a taxas de mais de dez por cento por ano, durante pelo menos mais de uma década, tornando-se desde já,uma das grandes potências mundiais, mudando o mapa geopolítico do mundo, quebrando a unipolaridade hegemônica dos EUA, e abrindo o caminho para a bipolaridade com a própria China como um dos principais protagonistas da política globalizada. Hoje, os chineses são credores dos EUA, tendo um grande peso no sistema financeiro mundial, e sua política externa, visando a aquisição, sobretudo de matérias primas,é muito agressiva em todos os continente, inclusive a África, para não dizer da América Latina, afogada em seus nacionalismos corporativistas e seus caudilhos e coronéis salvacionistas.

Lula visitou a China procurando liderá-la, pois o bicho é muito sabido, juntamente com àquela equipe do itamarati que pensa que fala grosso e vai ter uma grande importância na política internacional no século que ainda se inicia. Não arrancou nada dos chineses, que devem ter achado engraçado nossas pretensões. Nas relações econômicas entre os dois países, o Brasil já se apresenta como um país de segunda, sendo um grande exportador de comodites e importador de produtos industrializados. A China está preocupada em ampliar suas relações com os países ricos, sobretudo com os Estados Unidos ampliando sua participação na política global. E o Brasil? Continua com as forças produtivas nas mãos de estatocratas corporativistas que comandam o estado, com seus enormes déficits, e com uma estrutura tributária que sufoca o trabalho e o capital. E a corrupção campeia , não só com o beneplácito do governo, mas sobretudo associada ao mesmo.

Se o Brasil crescesse cinco por cento, nossa infra-estrutura não agüentaria. Quase tudo o que o estado arrecada vai para pagar funcionários públicos em todas as esferas, e para cobrir rombos como o da previdência. Para investimentos, pouco mais de cinco por cento. Além de termos uma estrutura educacional em pandarecos, e uma força de trabalho amplamente desqualificada, com mais da metade vivendo no setor informal, nossa mão de obra tem pouco mais de cinco anos de estudo.  Argentina tem dez. O estado brasileiro tem sido ao longo de nossa história recente, o grande empecilho para o desenvolvimento de nossas forças produtivas. Na China, os antigos privilegiados estavam no Partido Comunista. Com a adoção do capitalismo, estão democratizando a riqueza. No Brasil , a nomenklatura é mais forte. Quem vai derrubar nossa bastilha? Quem vai ser nosso herói que vai nos salvar da quase eterna barbárie? Será Lourenço? Ou mesmo Breno, com suas teses sociológicas? Ou tio Faustinho a ouvir um Augusto Calheiros e tomar umas pingas lá de Santos? Só se resolve estas questões numa mesa de bar. Alô pessoal, quem vai tomar a primeira? 

LOURENÇO

 

Estou com saudades da velha gorda, que agora está em Goiás, junto com minha querida prima Soninha. Lourenço o galo da família, Andréia e os dois rebentos, o irrequieto Rildinho e o garoto Gabriel, chamado pelo pai de gabo, tal qual Gabriel Garcia Márquez, o nosso Gabo escritor lá da Colômbia, amigo de Lourenço aliás. Ele me disse que conheceu Gabo numa cervejada que tomou no Pará com Sarney e Jader Barbalho estas duas pérolas do cenário político nacional.   

 

TIO FAUSTINHO

 

Estou com muitas saudades do gordo. Vou ver como viajo para São Paulo para visitá-lo, tomar umas caninhas e escutar muita música. Desde há muito sonho com esta viagem, mas o orçamento de um professor neste Brasil não é mole. Veremos. Estou meio parecido com vovô, não tenho muita vontade de viajar. Sempre que um filho o convidava para uma visita ao sul maravilha, o bom velho Fausto solicitava que a viagem fosse transformada em dinheiro. Solicitação nunca atendida, dada a tradicional pirangagem do pessoal.

 

SÉRGIO

 

Meu querido primo Sérgio Murilo veio por essas bandas na semana passada. O mesmo está morando em Olinda. Logo logo vou visita-lo, para conversar àquela conversinha mole em que já nos habituamos. Espero ver também o velho Bleno. Velho e internacional Breno, através do qual tomo muitas lições de antropologia, relatando-me os costumes dos povos por ele visitados. Sem dúvida, o melhor e maior sociólogo do norte-nordeste do Brasil contemporâneo. Os dois são irmãos, meus irmãos também com muito orgulho por sinal.

 

JÚLIO VERÇOSA

 

Júlio é comunista ou é cor de rosa? Não sei ,mas é um grande amigo, que vinha na semana santa, mas farrapou. Tem nada não, teremos o festival de inverno e o São João, para tomarmos umas caninhas. Estou esperando. Estou com saudades do velho amigo.

         



Escrito por Rafael Brasil às 20h51
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Apesar de ter mais desalojados, NE recebe menos ajuda

São Paulo - Há seis meses Santa Catarina foi atingida por chuvas fortes e os morros inteiros desmoronaram, na segunda maior tragédia natural na história da região. O País acompanhou comovido histórias das familiares. Dezenas de helicópteros levavam doações, senadores faziam reuniões de emergência e toneladas de roupas e comida eram enviadas ao Estado. Comparando números da tragédia de SC com da que acontece agora no Nordeste, parece que o fato ocorre em países diferentes. Apesar de ter 4 vezes mais desalojados, a região conta com menos doações e a verba pública só foi liberada ontem.

Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aviões da Força Aérea. Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões. Apesar de registrar um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados.

Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aviões atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões. Só ontem, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal destinou verba ao Nordeste, por meio de medida provisória assinada pelo presidente em exercício José Alencar, que liberou R$ 880 milhões - incluindo ajuda às vítimas da seca no Sul. As cidades atingidas ainda esperam repasse de R$ 23 milhões desde as enchentes do ano passado, referente a empenhos do Orçamento de 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por Rafael Brasil às 12h02
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FIDEL E OBAMA

 

 

Saiu na imprensa, que Fidel, na condição de avalista privilegiado da transição cubana, tem elogiado o papel do presidente Obama, apesar das restrições apontadas nas propostas distensionistas norte-americanas. Que, afinal,o mesmo não tem culpa pelo embargo econômico que dura mais de quatro décadas, afetando a economia e a sociedade cubanas. A abertura americana já devia ter iniciado há décadas, e a situação cubana poderia ser outra. Porém os duros não permitiram. Os radicais de direita, que sempre , de certa forma lucraram com o embargo, se não materialmente, politicamente, com a adoção radical do anti-castrismo. E a distensão virá pelo controle dos mercados de telefonia, celulares, e informática pelos Estados Unidos, além das facilidades para o envio, pelos exilados, de somas em dinheiro, e bens de uma forma geral. Em outras palavras, aonde vão as pessoas circulam as idéias, as diferentes concepções de mundo. A abertura comercial vai proporcionar um paulatino desmoronamento do regime, com uma livre e certamente incontrolável circulação de idéias, num pais pobre,  mas rico em recursos humanos, dado o legado educacional como um dos poucos aspectos positivos do regime ditatorial cubano. E esta foi a forma escolhida pelos democratas para promover a tão esperada abertura cubana. Uma abertura do tipo gradual e segura, seguindo o  modelo do nosso ex presidente Geisel em relação a abertura brasileira, lá pelo início dos anos setenta. Para os EUA, não interessa uma transição turbulenta, tendo em vista os problemas migratórios que tal mudança acarretaria, com milhares, se não milhões de novos exilados cubanos.

Fidel, já velho e rabugento, virou uma espécie de blogueiro extra-oficial do regime que criou e alimentou. Ademais a internet só é acessível a poucos privilegiados na ilha, dentre os quais, claro, o ex ditador. Como é paga em dólares, a maioria dos cubanos lisos não têm as mínimas condições de acesso. Claro, para Fidel e sua camarilha,  nunca interessou uma ruptura em Cuba. Os algozes do regime , dentre eles o próprio Raúl, temem tal tipo de ruptura, pois seriam os primeiros a ser destroçados numa revolução popular e democrática. Aliás neste caso, Fidel e família  já tem assegurado um doce exílio na Galícia, Espanha, donde vieram seus pais para serem latifundiários em Cuba.

A agenda norte-americana em Cuba está sendo devida e competentemente traçada pelos democratas, e creio que será a melhor. Primeiro vem a revolução das informações, com a liberação dos celulares, e internet. Depois vem as parcerias comerciais e industriais, passando por uma grande revolução na infra-estrutura. Em Cuba, é preciso não só reformar,mas construir quase tudo. Depois vem o turismo, a liberação dos serviços e a reestruturação completa do serviço público. Afinal , os EUA resolveram negociar com mos comunistas, que ainda estão no poder, e não esperar pelo desmoronamento do regime como queriam os duros. Ademais a distensão cria um ambiente de moderação, que deve ser mantido em quaisquer regime de transição.

O povo cubano deve estar cheio da vida com a ditadura. Aliás, ditadura é chata em qualquer lugar do planeta, sobretudo as longevas, que são quase ditaduras institucionalizadas.     

Os dissidentes também certamente terão mais liberdade, sobretudo os mais moderados. Para completar a transição, que venham todos os democratas sinceros, para cosntruir por essas bandas uma sociedade moderna e democrática, aspiração máxima de todos os povos.

Enquanto Fidel cofia os ralos bigodes e a velha barba, a história se move. Apesar dos ditadores e ditaduras que se julgam donas da verdade é sempre bom ver o início do fim de uma das mais sangrentas ditaduras do século XX, pelo menos em se tratando de Américas.



Escrito por Rafael Brasil às 20h25
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LULA E A CRISE

 

Depois de ter falado inúmeras besteiras sobre a crise, noço guia, vem apressadamente tomando medidas para conter os terríveis efeitos da “marolinha”. Isenção se impostos para a compra de carros, financiamento da casa própria para os de classe média baixa, novo eufemismo para os pobres, obras do tão decantado PAC, dinheiro para prefeituras, etc. Oportunisticamente, como é do seu feitio, surfou no boom da economia mundial durante quase todo o seu mandato, ancorado também nas reformas feitas por Fernando Henrique, recebendo com isso um grande apoio popular. Tudo, ou quase tudo ele faturou, desde o pleno econômico que estabilizou a moeda, até o PROER, o qual os petistas encabeçados por Lula, criticaram raivosamente como um plano para salvar banqueiros. Hoje ele apresenta o proer como uma lição brasileira para salvar os países da crise financeira que por ora se agrava ainda mais.

Ao invés de avançar nas reformas, o presidente orador, ficou falando em palanques por todo o país, propagandeando a si próprio e seu governo, contratando milhares de novos funcionários públicos e dando aumentos enormes ao funcionalismo, que já suga boa parte do orçamento governamental de qualquer governo, nesta república de barnabés. As reformas, como todas as reformas dignas de nota, traria aspectos impopulares, como reformar a previdência tirando direitos sobretudo de servidores públicos, o maior sorvedouro da previdência, e mexendo na lei, ampliando a idade dos futuros aposentados, pois como sabemos, nas últimas décadas, a expectativa de vida aumentou em todo o mundo, apesar da pobreza também gigante. Ademais não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos, não é lulinha? Estes enormes abacaxis ficarão para o próximo governo, que tem que se danar para dar conta do recado.

Enquanto isso, vejo nos jornais a terrível queda das atividades industriais, capitaneada pela vertiginosa queda na venda de aço,em torno de 45% antevejo mais queda de popularidade do presidente, que já caiu 10%, depois do início dos efeitos da crise internacional no país. Se for mesmo uma tendência, minha profecia de completará, e ele mesmo será nosso Sarney de barbas, o ignorante falante. Será?



Escrito por Rafael Brasil às 20h24
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MAROLA

 

A atual crise econômica, como sabemos, não foi prevista por nenhum dos analistas ou politicólogos de plantão, nem tampouco por analistas de botequim como eu. Decerto, muitas sumidades, sejam do mundo empresarial , dos setores midiáticos, ou mesmo do chamado mundo acadêmico, ficaram desmoralizados por suas previsões digamos, fuleiras. Como na queda do muro de Berlim, quase todos ficaram desmoralizados, e o pior: no momento, ninguém sabe de nada, ninguém nada arrisca. Os pitacos dos analistas hoje não valem mais do que as previsões astrológicas, ou mesmo as opiniões dos pais de santos, cartomantes, pastores evangélicos, padres etc. Só Deus sabe,diria meu amigo e consultor sentimental Amaro Rodrigues de Freitas, ao longo de seus mais de sessenta anos de experiência no país de baixo,  no dizer do eminente jornalista Élio Gaspari . Para nosso presidente, metido a intelectual de botequim, a crise do Brasil era uma marolinha. Agora, nem sabe o que dizer diante do furacão da crise que, ademais, talvez esteja em seu início. Apertem os cintos. Quando este governo tiver que tomar alguma decisão, sai de baixo, pois passou ao longo do mandato surfando na bonança herdada do governo anterior. Gastou o que podia, e está na hora de botar o pé no freio ,junto com a recessão que já chegou forte. Maior mesmo do que os Estados Unidos, o epicentro da crise, a locomotiva cansada do capitalismo global.

Para a alegria dos comunistas jurássicos e de todas as tendências, a crise é do neoliberalismo, com o estado tomando as rédeas das economias, sobretudo nos Estados Unidos e Europa,mostrando a patuléia a eficiência híbrida do nosso sistema. Pelo que tenho lido nas folhas, lá, a intervenção do estado visa essencialmente salvar o capitalismo, evitando o acirramento da crise financeira. Passada a crise, volta tudo a ser da iniciativa privada, num regime institucionalizado de livre concorrência. Claro, estes estatocratas estão defendendo mesmo são as boquinhas mantidas pelo estado patrão. Bom patrão para as corporações , péssimos prestadores de serviços para a pobre população. Para salvar nosso capitalismo,é preciso, na época adequada, continuar com as privatizações, e aumentar o papel da iniciativa privada, baixar a carga tributária , sobretudo para quem produz e para quem trabalha. Lá eles precisam momentaneamente do estado, aqui precisamos de menos estado. Nossa farra com as estatais leva à corrupção com o loteamento do estado, por políticos inescrupulosos que roubam em todos os sentidos. É preciso diminuir a participação do estado, sobretudo para acabar com a corrupção. E abrir o país para a iniciativa privada na infra-estrutura, pois estamos carentes de estradas, portos e aeroportos, além de energia. Se o país crescer pelo menos cinco por cento ao ano, teremos apagão. São os cargos de confiança que precisam ser extintos, é preciso tirar o poder dos políticos de nomear, é preciso fazer o judiciário funcionar.

Em relação à corrupção é preciso aperfeiçoar a legislação, para melhor pegar os ladrões, que continuam impunes. E acabar, ou pelo menos diminuir os malfadados cargos de confiança que infestam o serviço público de ladrões de todas as colorações políticas e ideológicas. Eis um bom começo para sairmos da crise, e melhor, aprofundar as reformas capitalistas que o Brasil tanto precisa. Nada disso foi feito, e não será , pelo sapo barbudo que brinca de ser presidente. Dizem que ele “está puto” com o desemprego. Não precisa só ficar com raiva. É preciso agir. Aí é que está o problema. Trabalhar.

 

 

FUTEBOL

 

 

Sempre gostei muito do Maradona, não só como jogador, mas como pessoa, apesar das suas loucuras costumeiras. Quando foi analisar se Ronaldinho o fenômeno jogaria no seu time, disse que o mesmo jogaria, mesmo que de muletas. Que Ronaldinho com uma perna era melhor do  que muitos cabeças de bagre que andam fazendo fama por aí. No timão ele vem provando o acerto do velho craque portenho. E com os pernas de pau que se encontram no nosso futebol, ele ainda é o melhor em atividade no país.

 

JÚLIO VERÇOSA

 

Meu grande amigo Júlio, está chegando o dia de uma visita sua para comermos umas buchadas, com cachaça e umas boas conversas. Júlio, velho e bom articulador político e arraesista, sabe de muitas histórias da velha política que dava para escrever um livro. Sobretudo da política pernambucana dos últimos quarenta anos. É. Júlio está ficando velho e já pode pensar nessas coisas. 

 

 

 

 

      

 



Escrito por Rafael Brasil às 20h22
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OBAMA E AS AMÉRICAS

 

Terminada a cúpula de Trinidad Tobago, ficou claro o pragmatismo dos democratas, via Obama, sobretudo na questão cubana. É que os democratas estão aceitando pragmaticamente que a transição cubana seja liderada pelo velho partido comunista, que apesar de carcomido, sobretudo pela corrupção, é a única força organizada do país. O caos, claro ninguém quer, sobretudo os norte-americanos com problemas com o setor migratório.  Estão certos. Uma transição tumultuada não interessa a ninguém. Aos poucos, com o aumento considerável do intercâmbio comercial e inter-pessoal, a ilha correrá alegremente para o seio do velho capitalismo, e o velho sistema político com o tempo, ruirá. O velho e bom capitalismo aterrisará numa terra quase sem analfabetos, e com uma boa rede de proteção social, herança do comunismo tropical. Ademais, os comunistas no poder priorizavam a educação, construindo sistemas educacionais sólidos em seus respectivos países em que dominaram, salvo honrosas exceções. E o capitalismo moderno necessita sempre de populações educadas e especializadas, cada vez mais.

Em relação ao restante das américas, os democratas procuram distender as relações com a Venezuela e seu bloco de seguidores, como o Equador e a Bolívia, além do populismo argentino, cada vez mais intransigente e retrogrado. Para  liderar a região, Obama aposta no Brasil, que é de um esquerdismo, mais, digamos de fachada. Porém,para o resto do continente, o imperialista da vez é justamente o Brasil. Justamente o Brasil, que se quer mesmo liderar a complicada, corrupta e caudilhesca política sul-americana terá, que, de certa forma abandonar seu discurso anti-americano. Que tal? Quanto ao populismo, nada como o tempo para corroer suas frágeis bases. Ainda mais se o populismo descamba cada vez mais descaradamente para o autoritarismo, como na Venezuela.

Obama recebeu a todos os americanos com simpatia. Ouviu mais do que falou, mas deixou acenos importantes para toda a região, sobretudo no que toca à integração continental, cultural e econômica. Será que agora vai dar, depois de implodida a ALCA? Difícil, mas sejamos otimistas. O ciclo populista levará tempo, ou seu desgaste é iminente? No Brasil, as oposições estão bem cotadas, apesar da popularidade do presidente. Em países menores como a Bolívia, as oposições estão se rearticulando. No final, quem sabe, todos iremos nos salvar, com o tão desejado aprimoramento institucional, e a entrada afinal da chamada América Latina no velho e bom capitalismo globalizado. Senão continuaremos todos atolados na ignorância e no obscurantismo em que secularmente estamos, com nossas velhas elites explorando ainda mais o povo, e ainda fantasiados de salvadores da pátria, botando a culpa nos norte-americanos. Ou seja, esta cantiga que tanto conhecemos.

 

AS EMPADAS DE TIO FAUSTINHO

 

No ano de 1958, quando o Brasil foi pela primeira vez campeão mundial, meu grande tio Faustinho foi campeão garanhuense juvenil, como técnico, é claro, quando treinava o náutico do Arraial, bairro nobre de Garanhuns, sobretudo naquela época. Assim me disse ele numa confidencia telefônica. Me disse também que o segredo da vitória foi as empadas enviadas especialmente por Breno e Lourenço, prematuramente nossos líderes espirituais. Empada gorda com coca cola é infalível. Alegra qualquer festa. Ainda mais uns jogadores meio esfomeados, acostumados com matas fome e gibibirra. Além de bolachas com vinho de jurubeba. Se continuasse como técnico, seria melhor do que Feola. Ou mesmo Felipão. O pior é que quis ser sociólogo, o mal do século XX.  Mas está bem aposentado e é gente boa isso é o que vale. Mas que tio Faustinho parece mesmo com Felipão, isso parece. Como o finado ACM, ele sabe mandar. Afinal, nós herdeiros da decadente e finada aristocracia canavieira do estado sabemos mandar. É ou não é, Lourenço?



Escrito por Rafael Brasil às 20h18
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INDIGNAÇÃO EM BAIXA

 

A entrevista do senador Jarbas Vasconcelos do PMDB pernambucano, teve uma boa repercussão na imprensa e nos setores intelectuais não alinhados com o governo Lula. Não é possível deixar de se  indignar com o mar de lama que envolve a grande  maioria dos políticos do país. Rouba-se, trafica-se influência, superfaturam-se, tudo quase às claras,  parece que todo mundo é obrigado a achar tudo normal. Quem não participa da roubalheira, é excluído, e popularmente chamado de otário.Rouba-se muito, e nos três poderes da república e em todos os níveis, federal, estadual e municipal. É preciso partir da indignação para a ação. Mobilizar a classe média, que aliás está com o presidente e seus corruptos de sempre. Os mesmos que o presidente e sua camarilha pseudo revolucionária criticavam no passado recente. Mas. afinal qual o sentido da democracia, senão assegurar às minorias o direito de dissentir? Como bem frisou Jarbas, mesmo quando a ditadura estava em seu momento de maior popularidade, justamente no governo Médici, que criou o funrural,e o milagre econômico, fez-se oposição de cabeça erguida, e pensando no futuro. Logo depois, já no governo Geisel, os militares perdiam popularidade diante da crise do petróleo em 1973, abrindo caminho para a distensão política e para a democracia. É preciso resistir a embromação deste governo que nada fez para melhorar nossas instituições, e engana o povo com a estabilidade conquistada no governo anterior.

Jarbas está cansado, como um velho guerreiro, que lutou toda a vida pela democracia e o fortalecimento das instituições. E este é um trabalho essencialmente para as novas gerações.  Mas que tem que ser iniciado agora, urgentemente.

É preciso fazer a tão prometida e muitas vezes adiada reforma política, eleitoral, sindical judiciária, tributária e até futebolística, pois, como diria o velho Marx, é uma imposição do crescimento das forças produtivas, do velho capitalismo. Senão ficaremos a mercê de políticos populistas e enganadores como este presidente que aí está. Que fala muito e pouco faz, em parte por preguiça, em parte por pura incompetência. Vade retro satanás



Escrito por Rafael Brasil às 23h17
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CORRUPÇÃO

 

Uma das questões mais importantes da sociedade  brasileira contemporânea é a corrupção. Ou melhor, a impunidade que paira sobre os corruptos e corruptores que assaltam o estado loteado politicamente como um bando de abutres, em todas as esferas, estadual, municipal e federal, e em todos os poderes da república, ou seja executivo legislativo e judiciário. O estado brasileiro é como um grande queijo permanentemente perfurado pelos corruptos, e pronto para ser fatiado ainda mais. Lobos e lobas é que não faltam. E os corruptos e corruptas , soltos e lépidos, desfilam suas riquezas roubadas nas mais diversas colunas sociais deste pobre e grande país. Acabaram com a saúva, que era um dos fatores de atraso do Brasil rural da primeira metade do século XX. Já a corrupção, como vimos, é mais difícil. Li nos jornais que Sarney e Michel Temer, vão propor reformas políticas para acabar com esta praga. Seria como mandássemos raposas tomarem conta de galinheiros. E, pasmem, são raposas bem felpudas que assolam os mais variados cofres públicos. Hoje o pai pergunta aos filhos o que eles querem ser, e logo vem a resposta: “corrupto”. Serei médico, laringologista, ou mesmo oftalmologista! Serás médico aborteiro, que dá mais dinheiro, responde o sistema, como diria nosso grande poeta maranhense Ferreira Gullar a índia velha.

 

 

JARBAS E A CORRUPÇÃO

 

Veio em boa hora a entrevista de Jarbas à revista Veja, denunciando a podridão de seu próprio partido o velho PMDB, de glorioso passado de lutas contra a ditadura. Ceio que os integrantes honestos deste outrora importante partido, hoje, caberiam numa kombi. Um horror. Conversando com meu velho amigo Júlio Verçosa, lá de Olinda, grande observador político e também articulados, as práticas mal cheirosas atingem quase todos. A corrupção se banalizou de tal forma,, que nada se faz, sem ela. E a maior parte da população , de certa forma é conivente, pois também negocia – e barato os seus votos.

 



Escrito por Rafael Brasil às 23h14
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CORRUPÇÃO

 

Foi bom Jarbas dar um grito contra a corrupção. Já dizia Nélson Rodrigues, que não acreditava em ninguém incapaz de ruborizar-se. Estamos virando um país de cínicos, e roubar a república sempre foi um lucrativo passatempo para boa parte das nossas “zelites”. Sobretudo as políticas. Aliás, nunca tivemos um parlamento tão ruim. Aliás, a crise também é de lideranças, e, perece ser mundial. Noves fora, um negro presidir os Estados Unidos, e pronunciar poucas frases de efeito midiático, não temos líderes significativos em escala mundial. O povo também é corrupto, sobretudo os mais miseráveis, que vendem o voto. Muitos vendem por muito mais, claro, e estes são as raposas contumazes dos dinheiros públicos. Depois de Lula com suas máfias mensalonas, piorou. Como disse Jarbas, o raciocínio é o seguinte: Se até Lula rouba, vou roubar também. Lula e o PT, antes os paladinos da lula contra a corrupção, hoje desfilam com Sarney, Jader Barbalho, Maluf, Collor, só para ficarmos nestes tristes exemplos. Somados, quantos milhões de réis esta turma surrupiou da nossa condescendente república? Isto sem contarmos, que talvez, o que aparece na mídia sobre corrupção, certamente se constitui na ponta de um iceberg.

Com a corrupção, a escalada de valores da sociedade vai indo para o ralo, com os honestos sendo considerados como uns otários. Ademais, a honestidade dá ibope, quando alguém devolve algum achado de algum valor. Quer virar celebridade? Devolva uma mala creia de dinheiro. Ou mesmo uma cueca. Você foi, ou é político e nunca roubou? Um besta, dirá a patuléia! E de Getúlio até os dias de hoje tivemos poucos políticos honestos, e é triste constatar, os militares roubaram bem menos. Nossos ladrões vão da direita à esquerda, por isso é preciso urgentemente salvar a república, pois não creio que toda a classe média seja também corrupta. Até a nossa literatura glamouriza os ladrões, como se eles fossem de certa forma contra o sistema. Vejam o Chatô de Fernando Moraes, noves fora toda uma literatura de heróis marginais. Muita gente não quer tornar Lampião um herói? Herói dos povos oprimidos contra os latifundiários tradicionais, que aliás quase não existem mais, pois ou faliram, ou foram engolidos pelo capitalismo das empresas agrícolas.

Seria preciso um movimento nacional e suprapartidário para forçar o congresso na tomar medidas moralizantes, com uma ampla reforma política e eleitoral de contrapeso. Qualquer pessoa condenada , inclusive na primeira instância, não poderia ser candidato, até resolver definitivamente seus problemas com a justiça. O reincidente, deveria perder seus direitos políticos definitivamente. Não poderia mais nem votar nem ser votado. Além, é claro, da perda dos bens correspondentes ao roubo e prisão fechada e exemplar.

Lula e os petistas são tão cínicos que se esquecem que sempre criticaram Brizola por suas alianças políticas, e talvez seja por isso que o ex governador carioca e eterno aspirante à presidência da república chamava o presidente de batráquio, para não falar em apelidos mais escabrosos. Porém, os porões da chamada era Lula ainda virá à tona, apesar da resistência dos neo-stalinistas que pululam o governo, e que controlam boa parte das estatais, e dos fundos de pensão, abarrotados de dinheiro.

Até quando nossa democracia vai agüentar tanta roubalheira, em todos os níveis e em todos os poderes? Aonde estão os movimentos ditos sociais e popualares? No governo, companheiro, que dá mais dinheiro, diria um neo-stalinista chefe de repartição.

 

 

 

 

 



Escrito por Rafael Brasil às 23h13
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MAROLA

 

A atual crise econômica, como sabemos, não foi prevista por nenhum dos analistas ou politicólogos de plantão, nem tampouco por analistas de botequim como eu. Decerto, muitas sumidades, sejam do mundo empresarial , dos setores midiáticos, ou mesmo do chamado mundo acadêmico, ficaram desmoralizados por suas previsões digamos, fuleiras. Como na queda do muro de Berlim, quase todos ficaram desmoralizados, e o pior: no momento, ninguém sabe de nada, ninguém nada arrisca. Os pitacos dos analistas hoje não valem mais do que as previsões astrológicas, ou mesmo as opiniões dos pais de santos, cartomantes, pastores evangélicos, padres etc. Só Deus sabe,diria meu amigo e consultor sentimental Amaro Rodrigues de Freitas, ao longo de seus mais de sessenta anos de experiência no país de baixo,  no dizer do eminente jornalista Élio Gaspari . Para nosso presidente, metido a intelectual de botequim, a crise do Brasil era uma marolinha. Agora, nem sabe o que dizer diante do furacão da crise que, ademais, talvez esteja em seu início. Apertem os cintos. Quando este governo tiver que tomar alguma decisão, sai de baixo, pois passou ao longo do mandato surfando na bonança herdada do governo anterior. Gastou o que podia, e está na hora de botar o pé no freio ,junto com a recessão que já chegou forte. Maior mesmo do que os Estados Unidos, o epicentro da crise, a locomotiva cansada do capitalismo global.

Para a alegria dos comunistas jurássicos e de todas as tendências, a crise é do neoliberalismo, com o estado tomando as rédeas das economias, sobretudo nos Estados Unidos e Europa,mostrando a patuléia a eficiência híbrida do nosso sistema. Pelo que tenho lido nas folhas, lá, a intervenção do estado visa essencialmente salvar o capitalismo, evitando o acirramento da crise financeira. Passada a crise, volta tudo a ser da iniciativa privada, num regime institucionalizado de livre concorrência. Claro, estes estatocratas estão defendendo mesmo são as boquinhas mantidas pelo estado patrão. Bom patrão para as corporações , péssimos prestadores de serviços para a pobre população. Para salvar nosso capitalismo,é preciso, na época adequada, continuar com as privatizações, e aumentar o papel da iniciativa privada, baixar a carga tributária , sobretudo para quem produz e para quem trabalha. Lá eles precisam momentaneamente do estado, aqui precisamos de menos estado. Nossa farra com as estatais leva à corrupção com o loteamento do estado, por políticos inescrupulosos que roubam em todos os sentidos. É preciso diminuir a participação do estado, sobretudo para acabar com a corrupção. E abrir o país para a iniciativa privada na infra-estrutura, pois estamos carentes de estradas, portos e aeroportos, além de energia. Se o país crescer pelo menos cinco por cento ao ano, teremos apagão. São os cargos de confiança que precisam ser extintos, é preciso tirar o poder dos políticos de nomear, é preciso fazer o judiciário funcionar.

Em relação à corrupção é preciso aperfeiçoar a legislação, para melhor pegar os ladrões, que continuam impunes. E acabar, ou pelo menos diminuir os malfadados cargos de confiança que infestam o serviço público de ladrões de todas as colorações políticas e ideológicas. Eis um bom começo para sairmos da crise, e melhor, aprofundar as reformas capitalistas que o Brasil tanto precisa. Nada disso foi feito, e não será , pelo sapo barbudo que brinca de ser presidente. Dizem que ele “está puto” com o desemprego. Não precisa só ficar com raiva. É preciso agir. Aí é que está o problema. Trabalhar.

 

 

FUTEBOL

 

 

Sempre gostei muito do Maradona, não só como jogador, mas como pessoa, apesar das suas loucuras costumeiras. Quando foi analisar se Ronaldinho o fenômeno jogaria no seu time, disse que o mesmo jogaria, mesmo que de muletas. Que Ronaldinho com uma perna era melhor do  que muitos cabeças de bagre que andam fazendo fama por aí. No timão ele vem provando o acerto do velho craque portenho. E com os pernas de pau que se encontram no nosso futebol, ele ainda é o melhor em atividade no país.

 

JÚLIO VERÇOSA

 

Meu grande amigo Júlio, está chegando o dia de uma visita sua para comermos umas buchadas, com cachaça e umas boas conversas. Júlio, velho e bom articulador político e arraesista, sabe de muitas histórias da velha política que dava para escrever um livro. Sobretudo da política pernambucana dos últimos quarenta anos. É. Júlio está ficando velho e já pode pensar nessas coisas. 

 

 

 

 

      

 



Escrito por Rafael Brasil às 23h12
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